segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Especial de Natal

A Todos os internautas que acompanham o Olhar Questionador, lhes desejo um Feliz Natal e um Prospero Ano Novo, cheio de conquistas e felicidades, que a fé em Cristo Jesus jamais se apague do coração de vocês, de todos nós.
Sendo assim, Boas Festas

Assinado: Marcus Vinícius da Conceição, editor chefe do blog Olhar Questionador

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Banco do Brasil arrecadava 'pedágio' para o PT, afirma Marcos Valério

Xiiiii! já vi que se nós, meu caro leitor; se cavarmos mais, vamos encontrar mais sujeira do Mensalão. É muita lenha na fogueira nessa história, e isso, com certeza, vai dar em pizza.
Meu caro leitor, pense: agora estão prendendo os corruptos do poder público; mas, será que vão ficar realmente na cadeia? Obvio que não. Por que? Cachoeira foi em cana de novo, mas conseguiu sair da cadeia outra vez; Isso é o puro retrato que no Brasil, a lei beneficia o bandido corrupto, o que rouba com o colarinho branco e não se pode fazer nada. PURA VERGONHA.

Oposição protocola representação para que MP investigue Lula no mensalão

Quem diria? o ex-presidente Lula no meio da maracutaia, vou te contar uma coisa, meu caro leitor: eu me deixei levar pelas aparências.
Eu achando que o Lula era o homem de fibra, compromisso com o Brasil, no fim; acaba envolvido no meio do Mensalão. Pois é, quanto mais eu oro mais aberração me aparece na política do país.
É a pior pilantragem na história do nosso Brasil, isso é que eu chamo de safadeza; na época da ditadura, existiam presos políticos, hoje são políticos presos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Morador vai opinar sobre a Roosevelt


A praça Roosevelt, recém-reinaugurada no centro de São Paulo, vai ganhar regras de funcionamento definidas por representantes dos moradores e da prefeitura.
As regras serão estabelecidas por um grupo gestor formado por dez pessoas. Cinco deles serão indicados pela prefeitura. Os outros cinco serão eleitos pela comunidade do entorno da praça.
A Roosevelt é a primeira praça de São Paulo a ganhar um conselho gestor, órgão existente apenas em parques e que tem a função de criar regras de funcionamento para espaços públicos.
Algumas regras já fazem parte de um acordo prévio entre a prefeitura e moradores.
Bicicletas serão proibidas na praça. Skate e patins ficarão confinados a um canto, próximo à rua da Consolação, onde deve ser construída uma pista de patinação. Adultos desacompanhados de crianças serão proibidos no playground, que será cercado, assim como o cachorródromo.
BANHEIRO FECHADO
Outra proposta dos moradores, esta polêmica, é cobrar pelo uso do banheiro público instalado na praça.
A proposta é incluir na futura licitação que for escolher a empresa responsável pela garagem subterrânea da Roosevelt que ela administre também os banheiros, podendo cobrar um valor simbólico.
Se não for possível com a concessão da garagem, que o responsável seja quem vencer a concorrência para administrar a floricultura.
"Seria coisa de R$ 0,25, R$ 0,10. Só para controlar mesmo. E que tenha alguém permanentemente lá dentro. É mais caro limpar, consertar, apagar as pichações do que manter um funcionário", disse Jader de Oliveira Nicolau Júnior, presidente da Ação Local da Roosevelt.
A maior parte das medidas discutidas com os moradores será implantada neste ano.
A prefeitura vai cercar o playground -que funcionará das 7h às 21h- e sinalizar que adultos só podem entrar no local acompanhados de crianças. O cachorródromo também será cercado.
A praça terá também sinalização de proibição de bicicletas. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) vai orientar skatistas e patinadores sobre a área que eles devem usar, também com limite de horário -até as 23h.
Já as regras para o banheiro ficarão apenas para o ano que vem. Os moradores terão de voltar a negociar com a prefeitura após a posse de Fernando Haddad (PT), em janeiro.

Haddad põe ex-ministro na Secretaria de Cultura


O ex-ministro Juca Ferreira será o secretário de Cultura de São Paulo na gestão Fernando Haddad (PT).
Ferreira foi ministro da Cultura de 2008 a 2010, no governo Lula. Antes disso, de 2003 a 2008, foi secretário-executivo na gestão de Gilberto Gil. Também foi vereador em Salvador pelo PV, partido do qual se desfiliou em 2010 -hoje, é filiado ao PT.
Atualmente, ele mora em Madri (Espanha), onde trabalha na Secretaria Geral Ibero-Americana, órgão da Cúpula Ibero-Americana de chefes de Estado e de governo.
Haddad pretendia anunciar oficialmente a escolha de Ferreira na quarta ou quinta-feira, quando deve concluir o anúncio de todos os seus secretários -faltam oito, de um total de 29 previstos.
Ontem, porém, fontes do PT confirmaram à Folha a informação, divulgada no fim de semana no blog do jornalista Renato Rovai, editor da revista "Fórum".
Procurado, Ferreira disse que não poderia confirmar ou desmentir o convite.
"Lembra daquela história do cara que sentou na cadeira antes da hora?", disse, rindo, em referência a Fernando Henrique Cardoso, que tirou foto na cadeira de prefeito de São Paulo em 1985, mas perdeu a eleição para Jânio Quadros (1917-1992).
Segundo pessoas ligadas ao ex-ministro, o convite foi feito na semana passada. Ferreira pediu um tempo para pensar porque também havia sido convidado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), para assumir a pasta da Cultura no Estado.
Na sexta-feira, Ferreira e Gil conversaram por telefone durante quase 20 minutos sobre o convite de Haddad.
Para Gil, o cargo seria uma boa oportunidade para que Ferreira pudesse dar continuidade a políticas implementadas durante suas gestões à frente do ministério.
A escolha de Ferreira causou surpresa, mas foi bem recebida no meio cultural paulistano. Com a indicação, encerram-se as especulações sobre a indicação do filósofo e colunista da Folha Vladimir Safatle ou do sociólogo Ricardo Musse.

Câncer de Chávez volta, e Venezuela vive incerteza


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, retornaria ontem a Cuba para uma nova cirurgia contra um câncer após afirmar pela primeira vez que a doença pode pôr fim a seu governo e nomear seu candidato à sucessão.
O anúncio, em cadeia nacional de rádio e TV na noite de sábado, abre período de expectativa e incertezas.
Chávez foi reeleito em outubro para governar até 2019 e o novo mandato começa em 10 de janeiro. Caso deixe o poder nos próximos quatro anos, novas eleições presidenciais têm de ocorrer no prazo de 30 dias.
Sereno, o presidente esquerdista de 58 anos apareceu na TV ao lado dos principais ministros, de semblantes consternados, e pediu "de coração" que os venezuelanos elejam o chanceler e vice-presidente, Nicolás Maduro, como continuador de sua revolução bolivariana, no poder há 14 anos.
"Minha opinião firme, clara como a lua cheia, irrevogável, absoluta, total é que, nesse cenário que obrigaria a convocar eleições, vocês elejam Nicolás Maduro."
Ex-motorista de ônibus e sindicalista, Maduro, 50, chanceler desde 2006, foi nomeado vice-presidente em outubro -diferentemente do Brasil, o vice não faz parte da chapa eleitoral. É da ala civil do chavismo, leque de forças que muitos creem que só Chávez é capaz de manter unidas.
Segundo o presidente, foram encontradas novas células malignas na região pélvica, local do primeiro tumor extraído em junho de 2011, e por isso ele terá de se submeter a uma nova operação, a quarta em 18 meses.
Chávez afirmou ter feito "esforço adicional" para voltar a Caracas (ele passou 19 dias em Havana) para fazer o anúncio. Disse sentir "dores de alguma importância", que está tomando calmantes e que são "inegáveis" os riscos da nova intervenção.
"Quero dizer algo, ainda que soe duro, mas quero dizer. Devo dizer", declarou, citando a convocatória de eleições prevista na Constituição "se se apresentar alguma circunstância inesperada" mesmo antes da nova posse.
Chávez, que na campanha se disse curado do câncer do qual não dá detalhes, negou ter enganado os eleitores.
CABELLO E MILITARES
Ontem, a Assembleia Nacional aprovou pedido de Chávez para se ausentar do país. Ele não delegou os poderes e seguirá governando de Havana, disse o presidente da Casa, o militar reformado Diosdado Cabello, homem forte do chavismo e tido como influente nos quartéis.
Cabello pode ter papel crucial nas próximas semanas, se a doença impedir Chávez de tomar posse em janeiro. Pela Carta, neste caso, é o presidente da Assembleia que assume, num mandato-tampão, até as novas eleições.
Analistas miram os militares como fator importante nos próximos meses, quer no posicionamento no chavismo quer como garantidores de novas eleições. Ontem, o ministro da Defesa, almirante Diego Molero, considerado ultrachavista, divulgou nota declarando fidelidade das Forças Armadas "à pessoa" de Chávez e à sua revolução.
O dia ontem foi de orações pelo presidente nas ruas, enquanto opositores criticavam a falta de transparência do governo, mas elogiavam a menção de Chávez a eventuais novas eleições. "É muito importante", disse Ramón Aveledo, da MUD, a coalizão opositora.

Suspeito de estupros é preso em Contagem


Um homem foi preso suspeito de tentar atacar uma mulher, na manhã desta segunda-feira (10), em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Militar, um policial estava em um ponto de ônibus quando flagrou o suspeito atacando a vítima. O policial então efetuou a prisão do homem.

Ainda segundo os militares o homem preso já estaria sendo procurado há três meses por atacar várias vítimas na região.

MG: homem estupra mulher, dorme e vítima foge


Um homem de 52 anos foi preso por suspeita de estupro na manhã desta segunda-feira no bairro Planalto, na região da Pampulha, em Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Militar, a vítima de 39 anos, relatou que estava em um ponto de ônibus quando o suspeito ofereceu a ela R$ 10 para pagar a condução. A mulher então acompanhou o acusado até a residência para pegar o dinheiro, mas chegando ao local ela foi forçada a manter uma relação sexual com ele.

Segundo os militares, após o homem dormir, a mulher conseguiu fugir e acionar os militares que compareceram ao local e efetuaram a prisão do suspeito. A vítima foi encaminhada ao Hospital Odilon Behrens para exame de corpo delito.

O homem foi levado para a Delegacia de Mulheres do Barro Preto.

http://www.readmetro.com/en/brazil/metro-sao-paulo/

http://www.readmetro.com/en/brazil/metro-sao-paulo/

Chefe de polícia na China é demitido por ter amantes gêmeas


Um chefe de polícia na China foi demitido após ser acusado de ter um caso com duas irmãs gêmeas, segundo a imprensa estatal chinesa.
Chefe de polícia da cidade de Wusu (noroeste da China), Qi Fang também é acusado de empregar as amantes na polícia local e de alugar um apartamento para elas com dinheiro público.
Ele deixou o cargo no sábado e está sendo investigado, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.
O caso de Qi é o mais recente escândalo envolvendo funcionários do governo cujo comportamento começou a ser questionado na internet e culminou em afastamento.
As acusações contra o chefe da polícia vieram à tona primeiro em um site local, em que a história vinha acompanhada de um foto mostrando as duas amantes praticamente nuas.
Segundo o site, Qi havia usado seu cargo para empregar as irmãs na polícia local. Uma delas trabalhava como oficial de operações especiais, enquanto a outra tinha um cargo no departamento de tráfego da cidade.
Ele também mantinha, segundo o site, um apartamento de luxo para as duas e incluía o aluguel em seus gastos oficiais.
Segundo um político do Partido Comunista na cidade citado pela Xinhua, "parte das acusações publicadas online era verdadeira, enquanto outros detalhes ainda estão sendo verificados".
Nos últimos meses, vários funcionários do governo chinês foram investigados após acusações surgidas na internet, o que vem gerando uma crescente revolta entre os chineses em relação ao que eles classificam como um estilo de vida extravagante de muitos integrantes do Partido Comunista.
Lei Zhenfu, oficial distrital de Chongqing, foi demitido no mês passado após um vídeo no qual ele aparecia fazendo sexo com uma jovem de 18 anos.
Um outro funcionário, dá área de segurança na província de Shaanxi, foi afastado após se popularizar na internet relatos sobre sua coleção de relógios de luxo.
Em seu primeiro discurso oficial, em 15 de novembro, Xi Jinping, o novo líder do Partido Comunista, disse que combater a corrupção era uma de suas prioridades. Segundo ele, a corrupção era algo que pode "matar o partido e arruinar o país."

Em guerra, Afeganistão vive boom de cirurgias plásticas


Imerso em pobreza, miséria e corrupção e ainda amargando os efeitos de mais de dez anos de guerra, o Afeganistão vive um momento de boom em um setor surpreendente: as cirurgias plásticas.
Há cada vez mais demanda por cirurgias cosméticas no país, em contraste com uma situação muito diferente dez anos atrás, quando tais procedimentos eram usados principalmente para lidar com ferimentos sofridos durante os conflitos.
Foi justamente o cenário de guerra que levou ao desenvolvimento desta especialidade no Afeganistão, fazendo com que, ao longo dos anos, o país gerasse muitos cirurgiões plásticos.
Há propagandas com imagens de "antes e depois" espalhadas por diversos bairros da capital, Cabul, e a maioria dos médicos do país se forma no Irã e no Paquistão.
Entre as operações mais frequentemente solicitadas pelas mulheres estão liftings no rosto, alterações de nariz e lipoaspirações, além de retirada de pelos indesejáveis. No caso dos homens, as mais procuradas são tatuagens de sobrancelha e transplantes de cabelo.
Mas tanto garotas quanto rapazes tendem a procurar um visual baseado em fotografias dos astros de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana.
Najibullah Najib é um cirurgião baseado em Cabul que trabalha no setor estético há mais de 20 anos. Ele costuma ter dois ou três pacientes por dia.
"Muitas meninas querem suas sobrancelhas em estilo chinês ou querem operar suas pálpebras. Às vezes elas querem um nariz mais estreito e mais alto", explica.
A dona de casa Sheba, 40, é a paciente típica que Najib atende. Ela já fez três operações. "Primeiro eu removi gordura do meu abdômen, depois eu tirei bolsas debaixo dos meus olhos e também refiz o formato das minhas sobrancelhas", diz.
"Eu sofria ao ver minhas rugas quando estava sorrindo. Agora, alguns amigos dizem que eu pareço 14 anos mais jovem. Adoro meu corpo e minhas roupas me servem muito melhor", acrescenta.
Outra cliente, Sahar, passou por uma operação de nariz. "Agora ele está mais estreito e mais alto. Eu nem esperava essa mudança. Quando tiraram as bandagens, eu fiquei surpresa: tinha ficado muito melhor do que eu esperava".
No entanto, a demanda atual é tão grande que coloca em xeque a quantidade de médicos aptos a realizar tais procedimentos e seu nível técnico para garantir que as operações sejam bem-sucedidas.
Para Abdul Ghafar Ghayoor, um experiente cirurgião plástico baseado no Paquistão, alguns colegas afegãos não parecem estar aptos. "Eu já vi diversos médicos do Afeganistão que trabalharam por menos de um ano no Irã, Paquistão, Índia ou Rússia. Por isso, o trabalho deles, em geral, não é perfeito."

São Paulo está mais estudiosa, rica e medrosa


São Paulo está mais estudiosa e com mais dinheiro no bolso do que quatro anos atrás. Mas também com mais medo da violência, revela o Datafolha.
Na comparação com pesquisa de 2008, saltou de 16% para 20% o número de pessoas que concluíram o ensino superior. Também cresceu, de 33% para 38%, o percentual de pessoas na classe B.
Junto com essa elitização, veio a preocupação com a violência. O item pulou do sétimo lugar entre os principais problemas para os paulistanos, em 2008, para o segundo lugar, superando o item trânsito.
No topo da escala do medo estão as regiões leste (17%) e oeste (14%). Para especialistas, o aumento da sensação de insegurança está relacionado a crimes patrimoniais que ganharam repercussão, como arrastões a condomínios e a restaurantes.
Já a elevação do grau de instrução pode estar ligada ao acesso das classes C e D à universidade. Mas o principal problema continua sendo asfalto e calçadas ruins. De 13% em 2008, pulou agora para 18%.

Onde foi parar o dinheiro do povo brasileiro?


Os acusados

Para o mensalão funcionar, cada envolvido exercia um papel diferente.
Veja como era o esquema
NÚCLEO POLÍTICO
NÚCLEO OPERACIONAL
NÚCLEO FINANCEIRO
OUTROS ACUSADOS
TODOS OS ACUSADOS
Todos os acusados
Veja seus cargos na época da denúncia e os crimes pelos quais serão julgados pelo Supremo
Crimes
Todos os Réus

O esquema


A Procuradoria-Geral da República descreve o mensalão como um esquema clandestino de financiamento político organizado pelo PT para garantir apoio ao governo Lula no Congresso em 2003 e 2004, logo após a chegada dos petistas ao poder. Segundo a Procuradoria, três grupos organizaram e puseram o esquema para funcionar
Esquemas dentro do esquema
    NÚCLEO POLÍTICO
    Segundo a Procuradoria, o esquema foi organizado por um núcleo político chefiado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, e integrado por outros três dirigentes partidários que integravam a cúpula do PT no início do governo Lula
    NÚCLEO OPERACIONAL
    O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, dono de agências de publicidade que tinham contratos com o governo federal, é acusado de usar suas empresas para desviar recursos dos cofres públicos para os políticos indicados pelos petistas
    NÚCLEO FINANCEIRO
    Segundo a Procuradoria, o banco Rural deu suporte ao mensalão, alimentando o esquema com empréstimos fraudulentos, permitindo que os políticos sacassem o dinheiro sem se identificar, e transferindo parte dos recursos para o exterior

    O Esquema

    Maioria do STF rejeita proposta que reduziria penas de réus do mensalão


    Por 7 votos a 2, a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou nesta quarta-feira a proposta de Marco Aurélio Mello que reduziria as penas de 16 dos 25 condenados do mensalão.
    Os ministros entenderam que os crimes cometidos pelo mensalão devem ser considerados separadamente e não contabilizados como um único delito, recebendo apenas aumento de pena. Prevaleceu o voto do relator, Joaquim Barbosa, que foi seguido por Rosa Weber, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Celso de Mello.
    Além de Marco Aurélio, o ministro Ricardo Lewandowski votou pela redução das penas.

    Julgamento do mensalão - última semana

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    Alan Marques/Folhapress
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    Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) durante julgamento do mensalão
    Marco Aurélio e Lewandowski defenderam a aplicação da chamada continuidade delitiva que unificaria todos os crimes cometidos no esquema, deixando de fora apenas a prática da quadrilha.
    Segundo Marco Aurélio, os atos de corrupção, peculato, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas seriam todos da mesma espécie, porque todos eles "lesam a administração pública".
    O crime de quadrilha não entraria nessa conta pois teria uma "espécie" diferente, ou seja, é um ato contra a "paz pública", de forma geral.
    Ele propôs, então, que a pena dos condenados (entre aqueles que tivessem mais de um desses crimes da mesma espécie) fosse contabilizada levando em conta apenas a punição mais alta e aumentada em até dois terços por conta da continuidade dos atos.
    Apenas Ricardo Lewandowski, revisor do processo, acompanhou Marco Aurélio. "Há um princípio muito caro em toda sociedade que se diga democrática, que é o princípio do tratamento igualitário. O meu voto pelo menos tem uma virtude: nivela, afastando essa discrepância de ter-se o autor intelectual [José Dirceu] condenado a 11 anos e o instrumento [Marcos Valério], condenado a 40", disse Marco Aurélio.
    1ª parte
    2ª parte
    Os demais integrantes do tribunal, no entanto, entenderam que isso não seria possível. Gilmar Mendes, por exemplo, afirmou haver "aporias" na proposta, como por exemplo, anular completamente o crime de lavagem de dinheiro, que passaria a não ser contabilizado quando o tamanho fosse menor que o dos outros.
    Barbosa, por sua vez, concordando com Gilmar Mendes, argumentou que o julgamento representava um paradigma para todo o Judiciário e poderia gerar consequências graves, como no caso de organizações do tráfico de drogas que cometem diversos crimes, mas passariam a ser apenadas como se tivessem cometido somente "um grande crime de tráfico".
    "Não se pode confundir o fato de terem praticado vários crimes, através de uma organizada quadrilha, com continuidade delitiva de todos os crimes. Seria um privilégio indevido a quem faz da prática de crimes uma rotina. Cada crime teve seu contexto e execução próprios", disse o presidente.
    Já o ministro Dias Toffoli argumentou que se concordasse com Marco Aurélio Mello estaria sendo incoerente com seus votos ao longo do julgamento. Ele disse que votou pela absolvição dos réus pelo crime de quadrilha exatamente por entender que não houve um esquema criado com o objetivo de cometer crimes de forma permanente, mas uma série de delitos a ser contabilizada separadamente.
    A análise sobre essa questão tomou toda a tarde desta quarta-feira e, para encerrá-lo, ainda falta o voto do ministro Celso de Mello. O tribunal ainda precisará discutir proposta a ser apresentada por Lewandowski sobre uma possível revisão das multas, além da questão sobre a perda dos mandatos, no caso dos três condenados que ainda são deputados --João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).