Um grupo de agricultores e de estudantes tentou invadir na manhã desta segunda-feira (10) o escritório da Presidência em São Paulo.
O local ganhou destaque no noticiário após a Polícia Federal deflagrar, em novembro, a Operação Porto Seguro, que envolveu a ex-chefe de gabinete do escritório Rosemary Noronha.
É no escritório, que fica em um prédio do Banco do Brasil na avenida Paulista, que a presidente Dilma Rousseff costuma despachar quando está na cidade.
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Cerca de 120 pessoas chegaram ao local por volta das 10h e subiram até o segundo andar do prédio.
Não houve confusão e uma comissão formada por 18 pessoas foi recebida pelo secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência, Rogério Sottile.
Nos últimos dois anos, foi a terceira vez que os manifestantes tentaram invadir o escritório.
Por causa da invasão, a agência do Banco do Brasil que funciona no térreo do prédio precisou ser fechada.
Após a reunião, o grupo deixou o prédio por volta das 15h.
Os agricultores fazem parte do assentamento Milton Santos, que fica em Americana, no interior de São Paulo.
O assentamento onde vivem 68 famílias é alvo de uma disputa judicial. De acordo com o advogado do grupo, Vandré Paladini Ferreira, uma decisão da Justiça Federal determinou a reintegração de posse do tereno até quinta-feira (13)
Eles querem que o governo faça uma desapropriação por interesse social para que possam continuar no assentamento.
O governo federal se comprometeu a conversar com o governo estadual para tentar adiar a reintegração de posse.
Os manifestantes afirmam que irão resistir à reintegração. "Se eles insistirem, vai ser um conflito aberto. Vai acontecer um novo Pinheirinho", disse o assentado Rodrigo Lima, em referência à reintegração de posse de um terreno em São José dos Campos (SP) em janeiro deste ano. A retirada dos moradores do local foi marcada por confrontos com a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal. No terreno, que tinha 1,3 milhão de metros quadrados, viviam cerca de 9.000 pessoas.
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